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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

quem diria?

durante trinta segundos tentei buscar, inutilmente, ar puro entre tanta poluição. foi então que permiti a entrada daquele cheiro insuportável - de quem não tem amor próprio - em minhas narinas, laringe e pulmões. ela tinha pele flácida, sem maquiagem alguma, lábios carnudos e olhos de quem não sabia a quem pertencia seu futuro - além de castanhos. seus dentes não eram dos mais feios, mas passavam longe dos mais bonitos. tinha 25 anos. ou 30. ou 20. uma pena, algumas escolhas (diárias) erradas, e lá se ia mais uma mulher, mais uma mãe, mais uma filha, mais uma serva. e quem se importa? era apenas terça-feira, ônibus das 15:15h, meu fone de ouvido - no máximo volume - se quer permitia-me ouvir o que ela conversava com um alguém que lhe acompanhava... q sorriso encantador! amarelado graças ao vício, e ofuscado mediante tanta roupa fora de moda.

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