04:58am.
três passos bem ensaiados da cama à porta trancada. estava tudo escuro, girei uma vez a chave e em seguida a maçaneta. outra tentativa. assim que consegui abri-la senti uma impetuosa onda de fragilidade... os cômodos se tornavam ainda mais familiares, porém quanto mais eu avançava, mais desamparada me sentia. eu só queria fazer xixi, e os segundos se tornavam cada vez mais longos. quando me dei conta de que estava protegida, consegui retornar. claro que tudo isso foi quase que automático, excluindo o fato de que, mesmo cercada, de duas das poucas pessoas mais importantes na minha vida, eu ainda não conseguia dormir. deve ter se passado cerca de quinze minutos de pensamentos aleatórios que eu preferiria esquecer.
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