
morto. estás morto. as hirtas mãos cruzadas
pronto os pés à ultima partida.
vejo-te na memória e no teu sono
na solidão profunda dos que dormem.
fora melhor que eu não te visse agora
imóvel, mudo, pálido, insensível,
os cabelos e os olhos já sem vida,
intransigente em todos os sentidos.
lembrar-te a voz, a forma, a cor, o gesto
e não comunicar-te a última angústia...
se eu pudesse acordar-te! ó sono enorme!
irás sem mais um olhar, sem mais um pranto.
morto serás, em breve, apenas um sonho
e um monte de lembranças ermo e disforme.
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